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03/07/2018 Neurofeedback no Tratamento do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)
O TDAH é um dos distúrbios neurológicos mais prevalentes na infância e adolescência. Treinar o cérebro com neurofeedback ajuda a resolver a raiz do problema sem medicamentos, o que é crucial para  saúde do paciente.

O TDAH é um dos distúrbios neurológicos mais prevalentes na infância e adolescência. Treinar o cérebro com neurofeedback ajuda a resolver a raiz do problema sem medicamentos, o que é fundamental para  saúde do paciente.

 

O Transtorno Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) se classifica entre os transtornos do neurodesenvolvimento, que são caracterizados por dificuldades no desenvolvimento que se manifestam precocemente e influenciam o funcionamento pessoal, social, acadêmico ou pessoal (DSM-V).

 

Existem inúmeras pesquisas que indicam que a manifestação dos sintomas pode variar de acordo com a idade em que o diagnóstico é considerado (BIEDERMAN ET AL., 2006).

 

Algumas manifestações podem ser percebidas, tais como: sinais de desatenção, hiperatividade, impulsividade, prejuízos sociais, baixo desempenho educacional e/ou profissional entre outros.

 

É importante ressaltar o funcionamento do cérebro em pacientes com este tipo de transtorno, pois apresentam alterações – os pacientes com TDAH têm diferenças cerebrais específicas nas áreas corticais que tratam de controlar os impulsos e focar a atenção


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Quando em atividade, através de um estímulo cognitivo o cérebro normal mostra atividade intensa nas áreas emocionais e na área pré-frontal.  No cérebro do paciente com TDAH, estas mesmas áreas têm menor atividade ou quase não há atividade. Isto ocorre devido a diminuição de dois neurotransmissores importantes: dopamina e noradrenalina.

 

Esses distúrbios são tratados em muitos casos com medicação. A medicação atua pela via bioquímica, ou seja, a medicação age no organismo e ameniza os sintomas, entretanto, a medicação não ensina a pessoa a lidar com o problema a longo prazo, e pode ainda apresentar efeitos colaterais, tais como:

 

Perda de apetite

Dificuldades do sono

Potenciais riscos cardíacos

Alterações no metabolismo

 

Além disso, o uso da medicação a longo prazo pode desenvolver uma tolerância as substâncias ao longo do tempo, resultando em doses aumentadas, medicamentos adicionais e potencialmente mais efeitos colaterais.

 

 O treinamento com Neurofeedback poderia ser uma alternativa complementar a medicação, pois os medicamentos agem na parte bioquímica do transtorno, mas não atua na área cognitiva e comportamental.

 

Estudos têm demonstrado que a terapia com Neurofeedback controla endogenamente (de dentro para fora) o cérebro, resultando em melhora significativa nos sintomas de TDAH / TDA. Com o treinamento, as pessoas aprendem a fazer melhorias a longo prazo, ter autocontrole e apreender a ter auto regulação, pois o com o treino e persistência, o cérebro apreende novos padrões de funcionamento.

 

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Em uma pessoa com TDA, as áreas do cérebro que controlam a atenção e o foco podem ter atividade elétrica muito lenta, o que também pode levar a sentir-se deprimido, preocupado e desmotivado. Inconscientemente, as pessoas com TDAH aumentam os movimentos do corpo para estimular e "acordar" seu cérebro.

 

Portanto, os estimulantes são prescritos para aumentar a atividade cerebral sem aumentar o movimento do corpo. O problema com esta estratégia é que as pessoas com TDAH podem já estar experimentando muita atividade rápida em algumas regiões do cérebro, o que pode levar a outros problemas agindo de forma agressiva, impulsiva ou sentindo ansioso. 

 

O cérebro de uma pessoa com TDAH pode correr tão rápido que é quase impossível para eles ficar quieto ou ouvir. Na verdade, há uma justificativas para as pessoas com TDAH serem tidas como mais inteligentes, é que elas entendem conceitos rapidamente. Seu rápido ritmo mental pode levá-los a avançar antes de todas as instruções são dadas, fazendo com que faltem detalhes cruciais.

 

No treinamento do Neurofeedback mais de 85% dos clientes com TDA ou TDAH aprendem a aumentar o foco, reduzir a impulsividade e gerenciar seu comportamento quando treinam com Neurofeedback em uma base consistente.

 

Em novembro de 2012, a Academia Americana de Pediatria aprovou Biofeedback e Neurofeedback como um nível 1 ou "melhor apoio" de opção de tratamento para crianças que sofrem de TDAH. Assim, para os pais que procuram um tratamento eficaz, não medicamentoso de TDAH, Neurofeedback é um tipo de terapia que vale ser considerada.




Para maiores informações entre em contato nos telefones da Clínica Higashi (21) 3439-8999 ou (21) 98208-4972, Rio de Janeiro/Brasil.

 

Autor: Setor de Neurofeedback Clínica Higashi

Referências: 

  • DSM-5: Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (2014). American Psychiatric Association. Porto Alegre, RS: Artes Médicas.
  • BARKLEY, R. (2008). Transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (3. ed.). Porto Alegre, RS: Artmed.
  • COBEN, Roberts & EVANS, J. R. (2011) Neurofeedback and neuromodulation – Techniques and Applications. Elsevier Inc.
  • BIEDERMAN, & FARAONE, S. V. (2006). The effects of Attention- De cit/Hyperactivity Disorder on Employment and Household Income. Medscape General Medicine, 8(3), 12. 
  • FREGNI, F.; BOGGIO, P. S; BRUNONI, A. R.  Neuromodulacao Terapeutica – Principios e Avancos da Estimulacao Cerebral Não invasiva em Neurologia, Reabilitacao, Psiquiatria e Neuropsicologia. São Paulo: Servier  1a ed, 2011
  • KUBIK, P.; STANOS, M.; IVAN E.; KUBIK, A. Neurofeedback Therapy influence on clinical status and some EEG parameters  in children with localized Epilepsy. Prezgl Lek, 2016; 73 (3): 157-60.
  • ZENTALL, S. S. (2007). Math performance of students with ADHD: Cognitive and behavioral contributors and interventions. In D. B. Berch & M. M. M. Mazzocco, Why is math so hard for some children? (pp. 219-243). Baltimore, MD: Brookes.


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